À procura do material [escolar] perdido

21.9.17
Sempre gostei de arrumação, coisas organizadas e essa é uma área que procuro desenvolver diariamente... embora esteja a anos-luz de a alcançar. Leio com frequência livros e artigos sobre o tema da organização, destralhamento e sigo blogs e são, realmente, uma grande inspiração, mantendo-me focada.
Conheci a Rita numa palestra que ministrei numa escola e começámos a falar sobre este tema. 
Partilho contigo um método para organizarmos o material escolar dos miúdos, ajudando-os a tornarem-se mais responsáveis por ele. Ora lê. É mesmo interessante e simples!

Bom ano escolar!


ORGANIZA O MATERIAL ESCOLAR À BOA MANEIRA JAPONESA!

Entramos no ritual do regresso às aulas e dá-se início à azáfama das preparações, à corrida pelo desconto e à busca em vão por aquele quadro branco pedido pelo professor, feitos Indiana Jones numa senda pelo Santo Graal enquanto vociferamos contra tamanho pedido insano passível da nossa mais veemente indignação e objecto de muitos e saudáveis impropérios ditos a voz baixa por esses corredores de supermercado, apropriadamente intitulados nesta altura “corredores do desespero”.


Num surreal turbilhão de actividades típico de Setembro, encapam-se livros, marcam-se canetas, lápis, réguas, estojos, pastas enquanto nos nossos lábios são proferidas várias “rezas” para que este mesmo material imaculado consiga chegar intacto pelo menos ao final da primeira semana. Pelo menos.


Cena familiar, não é verdade? Quase sem querer nós pais vemo-nos revestidos deste papel de revisor de material e inspector da régua. E neste acto de altruísmo (mais um) deixamos de parte a noção tresloucada de que o nosso filho, aquele ser maravilhoso em que depositamos tanta esperança que conseguiu completar 2 níveis de uma assentada só no último jogo do “The Legend of Zelda: Breath of the Wild” (sim, sou um pouco para o nerd) é realmente capaz de organizar o seu próprio material.



O Sistema Kanban e o material escolar


“Como?” perguntam vocês. “Esta agora pirou de vez!” diriam outros. “Mas esse jogo compra-se aonde?” diriam os mais nerds. A esse propósito, venho propor-vos um sistema que vem da terra do sol nascente. Chama-se sistema Kanban, literlamente, sistema de cartões. Na indústria japonesa serve para controlar as quantidades de produto final a produzir e de matéria-prima necessária, sem haver nem a mais nem a menos, imperativo da filosofia organizacional nipónica e do just-in-time (link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Just_in_time). Em nossas casas vai servir para controlar as entradas e saídas de material escolar.


Comecemos com um suporte físico! Lembrem-se que tem de ser uma resposta adequada para o que fica em casa: canetas, lápis, etiquetas, réguas. Tudo o que sobrou depois de se ter preenchido estojos e pastas que vão para a escola. Temos vários exemplos no mercado, mas o conjunto de gavetas de ferragens é, a meu ver, o melhor suporte. Escolhe uma gaveta para cada categoria e coloca uma etiqueta identificativa.


Agora precisamos de um processo para fazer uma manutenção correcta do material. A premissa deste processo é dar autonomia aos seus utilizadores, ou seja, passar uma boa parte da responsabilidade pela manutenção do material aos filhos. Assim, irão adquirir competências e começar a lidar com pequenas responsabilidades o que é sempre almejável desde que adequado à idade.




Como criar um Kanban?

Vamos então criar um Kanban para cada gaveta. No âmbito industrial, estes pequenos cartões têm um código de produção que identifica a matéria-prima, a quantidade mínima desse item que deverá constar em stock e outras indicações de controle. Estes cartões são colocados fisicamente nos lotes de matéria-prima num ponto estratégico. Mal se chegue a esse ponto, o encarregado trata de actualizar a informação no cartão e proceder à encomenda.


Nesse cartão poderão constar algumas informações importantes:

-nome do item ou categoria (lápis, caneta, régua, etc);

-data de última compra;

-quantidade actual/ideal (actual - a que está na gaveta; ideal - a que tem de estar na gaveta, sempre);

-data de última revisão (actualização de quantidades);

-nome de quem fez essa revisão.



Cada gaveta terá assim o seu cartão. Sempre que for retirado um item quem o fizer terá de actualizar a quantidade actual e colocar nome e data. Sempre que a quantidade actual for inferior à quantidade ideal ou estiver perto disso, tem de o assinalar com um círculo à volta do número de quantidade actual e deixar o cartão na parte de baixo da gaveta de fora. Dessa forma, quem tiver que fazer uma lista de compras semanal ou mensal conseguirá rapidamente fazer uma avaliação do material em falta. Bastará pegar nos cartões que estão fora das gavetas e ir ao supermercado comprar o que está em falta.

Poderá parecer um sistema impraticável para a miudagem, mas na verdade é bem aceite e acaba por se tornar num jogo para eles.
Para além disso, em vez de ficarem dependentes da disponibilidade dos pais, podem tomar o assunto nas suas mãos e com uma simples anotação, a responsabilidade acaba por passar em parte para eles. Pode sempre recompensar os melhores “técnicos” com pequenas surpresas ao final da semana e reforçar positivamente o esforço deles em manter o material escolar em bom estado.

RITA ACCARPIO | PROFESSIONAL ORGANIZER
rita.accarpio@organiguru.com
http://organiguru.com/

Será que estas também são as tuas duas fontes de stress aí em casa?

20.9.17
A sessão de Coaching e Aconselhamento desta manhã estava a aproximar-se do final quando esta mãe ganhou coragem e, entre algum receio e alívio, confessa aquilo que a desgasta mais neste momento:
- A relação com o marido;
- Os conflitos entre os dois filhos.

"As birras, os choros e as inseguranças de cada um deles é fácil de lidar", dizia ela. Mas não estar em sintonia com o marido - que a considera uma mãe atenciosa mas frequentemente permissiva - e as guerras entre os seus dois filhos têm-lhe dado muita vontade de atirar com a toalha ao chão e partir... uns dias!

A forma como lidamos com os conflitos tem muito da nossa história pessoal e influencia, obrigatoriamente, a forma como respondemos a esses mesmos conflitos. E até na forma como estamos a orientar os nossos próprios filhos em relação aos mesmos.

Se eu não gosto de guerras, de discutir de forma mais animada ou se tenho receio de não estar à altura para defender as minhas convicções, terei dificuldade em ensinar essas competências aos meus filhos. Simultaneamente, terei dificuldade em conseguir que o meu marido olhe para a forma como atuo não como uma fraqueza mas como um estilo parental e com a filosofia que abracei (a menos que seja mesmo mais permissiva e aí está talvez na hora de me questionar porque é que o sou).

Vale a pena analisar este ponto - quem somos em relação ao conflito e se somos diferentes com certas pessoas ou situações. E depois colocar a seguinte questão: O que é que me impede de ser quem desejo ser?

E foi com esta questão que desbloqueamos os receios em relação ao conflito desta mãe e entramos na parte da co-criação de uma nova realidade.

Conheces a melhor forma de ajudar os teus filhos a serem emocionalmente inteligentes?

13.9.17
O que é que nós, pais e educadores, podemos fazer para ajudar as nossas crianças a serem emocionalmente mais inteligentes?

É verdade que podemos ler imensos livros sobre o assunto, estudar inteligência emocional mas o grande segredo está em sermos boas pessoas. Só isso e isto já é bastante. O que acontece é que qualquer criança aprende por ver fazer. E aprende como?

Aprende porque cada um de nós tem, no cérebro, neurónios espelho que nos fazem olhar para o outro e copiar e imitar. Tenho de adoptar o ponto de vista do outro e fazer igual. Espreita este vídeo porque é mesmo incrível!

Daí que o mais simples, fácil e rápido para ajudarmos os nossos filhos a serem emocionalmente mais inteligentes é mesmo sermos boas pessoas...

A questão agora é: como é que fazemos para sermos essas boas pessoas? Como tratamos das nossas necessidades? Como é que nos melhoramos enquanto pessoas? Como é que fazemos as nossas escolhas? Esta é a nossa responsabilidade se queremos que os nossos filhos nos imitem :)

video


A nossa Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas tem uma grande base de desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Antes das aulas começarem, não deixes de ler este post!

10.9.17
Nesta conversa falámos sobre a angústia dos pais nos primeiros dias de aulas, conversámos também sobre se vale a pena ou não rever as matérias antes do início do ano letivo e porque é que é tão importante voltarmos às rotinas antes das rotinas começarem mesmo a sério!

Feliz ano!

Como são as pessoas assertivas?

7.9.17
Foto Pinterest

Em tempos escrevi que ser-se assertivo é um ato de coragem e que faz parte de um processo pessoal e de uma decisão - por vezes solitária - de melhoria contínua.

Na nossa relação com as crianças e jovens (e também com os demais) a assertividade convida-nos a ter um discurso claro, objectivo, sem subentendidos nem manipulações. Por isso é corajoso porque não sugere - afirma-se - com tudo aquilo que isso possa implicar. E é justo porque não entra em jogos de poder onde imponho a minha lei ou a minha força.

Na 3ª Feira estive no Colégio Sagrado Coração de Maria, em Lisboa a falar sobre estratégias da comunicação assertiva e positiva.

Nesta ação - que envolveu os três colégios: Lisboa, Fátima e Porto - e juntou mais de 30 profissionais, fica clara a aposta da direção nos seus colaboradores e no desenvolvimento de cada um. A relação que estabelecemos uns com os outros vive da forma como comunicamos.

E porque é que a assertividade é tão importante? Quando somos pessoas assertivas reunimos uma série de características:

Somos pessoas coerentes, justas, confiáveis e simbolizamos a segurança que todas as crianças necessitam sentir nas suas vidas.

Quando comunicamos de forma assertiva estamos a ensinar o outro a autorizar-se a fazer igual, mesmo que isso possa levar o seu tempo.

E quando comunicamos de forma assertiva, protegemos os nossos limites, não invadindo os dos outros. Talvez por isso se diga que comunicar é uma arte porque se faz num equilíbrio das nossas necessidades e convicções, sem ferir nem agredir o outro. Alguns de nós nascemos com mais ou menos capacidades em sermos claros e assertivos mas esta é uma competência que se aprende e que se treina.

Dizem que comportamento gera comportamento e a sugestão deixada no final desta ação vale a pena a reflexão e a ousadia - sermos nós a mudança que queremos ver no mundo e surpreendermos o outro com a nossa própria transformação.


A Escola da Parentalidade criou a Certificação de Creches e Jardins de Infância em Educação Positivas. Esta certificação tem como claro objectivo atribuir competências nas áreas da Educação Positiva, da gestão e mediação de conflitos entre alunos, na comunicação positiva e inteligência emocional, entre outras valências.
Pede-nos mais informações através do cursos@parentalidadepositiva.com

O que tem de especial a nova revista?

6.9.17



Tem novos artigos escritos por especialistas em cada uma das áreas; tem novas parcerias e novas ideias. E tem uma nova cara. Está mais séria, profissional e o nosso compromisso é muito claro: ser a referência, em Portugal, para os temas da Parentalidade e Educação Positiva. E por isso apostamos na nossa melhoria contínua, sempre!

Descarrega-a aqui e partilha! 

E imprime este horário escolar que fizemos para este regresso às aulas!

EDITORIAL
Ask Mum
Notícias avulso

ESPECIAL REGRESSO ÀS AULAS
Guia prático: regresso às aulas sem stress, por Isabel Pina
Melhorar a forma como se estuda: conselhos de uma professora, por Isabel Silva
Terapia da fala: quando consultar, por Catarina Rios
Desporto e emoção - uma equação de sucesso, por Joana Serpa Santos
Por uma cultura de paz - a mediação escolar, por Joana Zino
Check list para um regresso às aulas sem falhas, por Joana Melo
A entrada na creche e no jardim de infância, com Sónia Fialho, Marília Pereira, Marisa Feliciano e Cláudia Tavares
Criando memórias felizes: técnicas de fotografias para famílias, por Sara Reis Gomes

FORA DE CONTEXTO
Como criar vínculo com crianças e jovens abandonados, por Maria Emanuel Moreira

Design: Sofia Mota

FUNCHAL 2018 : PÓS-GRADUAÇÃO EM PARENTALIDADE E EDUCAÇÃO POSITIVAS

31.8.17
Ainda Setembro não começou e as novidades já estão aí!

Sinto-me em casa sempre que vou ao Funchal e é com imensa alegria que te digo que a Escola da Parentalidade vai ao Funchal em Janeiro de 2018 com a nossa Pós-Graduação.

Esta ação vai ser ainda mais completa uma vez que, ao fim de um ano, a Pós-Graduação foi revista e melhorada! Por outro lado, a sua frequência dá acesso à Certificação de Creches e Jardins de Infância em Educação Positiva. 

Janeiro: 18, 19 e 20
Fevereiro: 22, 23 e 24
















Queres conhecer os conteúdos da Pós-Graduação? 
Aqui estão eles! Podes fazer a tua inscrição aqui.
E se quiseres, escreve-nos para cursos@parentalidadepositiva.com e deixa-nos os teus contactos!

MÓDULO 1
Parentalidade e Educação Positiva – o Modelo da Escola da Parentalidade e Educação Positiva®

MÓDULO 2
A Auto-regulação do adulto e as bases para o seu desenvolvimento pessoal

MÓDULO 3
A evolução da maturidade cerebral da criança e o impacto ao nível das suas emoções e do seu comportamento.

MÓDULO 4
A importância do vínculo na relação com a criança

MÓDULO 5
A Inteligência Emocional ao serviço da Parentalidade e Educação Positivas

MÓDULO 6
A Questão da Autoridade e da obediência

MÓDULO 7
A Auto-Estima da Criança

MÓDULO 8
A resiliência na criança

MÓDULO 9
A comunicação não-violenta

MÓDULO 10
Os grandes temas da infância ao nível comportamental – a evolução da criança de acordo com as idades.

MÓDULO 11
Temas excepcionais:
A Mediação Escolar; A adolescência, Conflitos entre irmãos, A tecnologia [outros temas atuais]

MÓDULO 12
Adulto/Profissional – A escuta ativa e a técnica das questões na promoção da relação com o outro

MÓDULO 13

Exercícios práticos
Juntar todas as ferramentas e as técnicas

MÓDULO 14
Apresentação de tema

Devo ou não devo negociar com os meus filhos?

24.7.17


Frequentemente surge esta dúvida:

'Mas devo negociar com os meus filhos? Isso não quer dizer que deixo de ser eu a mandar? Mudar de ideias não prova que não estava certo? Ou até que me deixo "levar" pelo meu filho?'

Neste caso estamos a confundir os termos e as ideias. Vamos lá ver isto com detalhe.

Antes de tudo, é importante assegurarmos que as regras estão claras. Aqui estão alguns exemplos:
Durante a semana, a hora de ir para a cama é às 21h30.
Durante a semana, os TPCs são feitos antes da hora do jantar.
Já podemos atravessar a rua sozinhos mas devemos fazê-lo em segurança e da forma como me ensinaram.
A mesada é para ser gasta ao longo do mês e o valor estipulado tem a ver com aquilo que foi pensado ser o mais adequado e justo.
Ao fim-de-semana podemos brincar até mais tarde e até trazer amigos para o almoço.

Estas regras foram conversadas e, na maior parte dos casos, são para ser mantidas.
Eu sei que tu gostarias de ficar acordado até mais tarde. Hoje é 5ª Feira e amanhã já podes ficar mais um pouco porque no Sábado não é dia de escola. Hoje a hora de dormir é agora - vamos que eu vou ajudar-te.

Não faz mal a criança mostrar que não está contente - tem mesmo de o fazer. E tu, com a certeza de quem está a pedir algo justo, só tens de aceitar que o comportamento dela é normal. Como?
Mantendo-te firme, generoso e usando até usar algumas das estratégias da comunicação positiva para te sintonizares com ele. Num próximo post vou falar-te da postura que podemos ter durante a negociação e que fará toda a diferença.

No entanto, negociar é uma excelente competência que podemos [devemos] ensinar aos nossos filhos e não nos tira poder. O que nos tira poder é hoje fazermos assim e amanhã de outra forma. Negociar não tem de mostrar indefinição. Não negociar mostra inflexibilidade e insegurança, por vezes. Queres ver?

- Queres ficar a acabar de ver este filme/jogar este jogo? Tudo bem! Vamos lá! E hoje ficamos sem a leitura da história. Assim conseguimos fazer as duas coisas.

- Queres ficar mais um pouco aqui em casa do João? Hmmm.... é que ainda tenho de ir fazer o jantar...  Então, fazemos assim, ficamos mais um pouco e quando chegarmos a casa ajudas-me a pôr a mesa. Combinado?

- Gostavas que te aumentasse a mesada e eu gostaria muito disso mas não tenho como. Explica-me, direitinho, porque é que precisas de mais dinheiro. E depois vamos pensar em formas de conseguir esse valor [ou de contornar/aceitar a questão].

Ao negociarmos precisamos de fazer algo importantíssimo e que é escutar e fazer perguntas. E só aqui estamos a dar valor e significado à nossa relação com o nosso filho, crucial na arte de negociar - ir ao encontro das necessidades do outro. E ainda que não seja possível ou de interesse negociar, só o facto do outro se sentir entendido cria proximidade e cooperação. E isso tem um valor enorme.

Por isso a minha resposta é sim e não:

Sim, as regras são para serem mantidas mas há excepções. E aí devemos negociar naquilo que é possível negociar [do meu ponto de vista, a segurança é não-negociável mas pode ser conquistada - atravessar sozinho, subir a uma árvore e por aí fora. E se não for possível a negociação, pelo menos ouvimos os argumentos.

Não, negociar não nos tira poder nem nos fragiliza se formos pessoas coerentes e consistentes. Quer isto dizer que hoje não podemos dizer que sim e amanhã que não, de forma repetida. Negociamos para nos ajustarmos às necessidades que vão aparecendo, quando é possível e desejável negociar. Um jovem de 16 anos deseja ver a sua hora de chegada a casa alargada e talvez esteja na hora de negociar a hora a que chegava, no ano passado, durante as férias de verão. Cada caso é um caso.

E sim, se negociarmos bem, estamos a dar mais autonomia e responsabilidade, fazendo com que a criança se comprometa com a sua parte do compromisso. Negociar bem e em condições torna-nos pessoas justas, flexíveis, tudo aquilo que muitos de nós desejamos ser  enquanto pais, tivessemos menos receios e a oportunidade de discutir com outros, estes temas.

Como é que tens negociado em tua casa? Abres excepções? O teu filho é insistente? Consegues explicar ao teu filho as tuas decisões? Consideras que escutas as motivações e necessidades dele?





E se educar não desse tanto trabalho? É possível, sim!

20.7.17

Muitas vezes tenho a sensação que complicamos muito as situações e, pior do que isso, não nos damos conta!
Já reparaste que estamos frequentemente a dar ordens aos nossos filhos? E agora perguntas-te:
'Mas espera aí: já não posso bater, não posso berrar e agora já não lhes posso dar ordens? Em que é que ficamos?'
Então espera e continua a ler estes exemplos:

1. 'João, faz a cama!'
2. 'Já fazer os trabalhos de casa. Não jantas antes de os terminares'
3. 'João, não te esqueças do casaco. E da mochila!!'
4. 'Já lavar os dentes e a cara!'

Não sei se tiveste esta impressão, mas ao fim de algum tempo, é possível que o teu filho aja sem vontade por não se sentir envolvido. Está, constantemente, a ser mandado e, por não ter voto na matéria, nem ser tido nem achado, não sente como dele aquela tarefa ou função.

Então como é que podemos fazer?

1. João, já terminaste as tuas tarefas da manhã? [entendendo-se aqui que as tarefas estão estabelecidas e até visíveis para não serem esquecidas]
2. Vamos jantar as 20h00. O que é que tens de ter pronto antes disso?
3. João, vamos sair. O que é que te falta?
4. João, vamos sair. O que te falta para estares pronto?

Quando perguntamos, a criança vai à procura da resposta e é mais fácil sentir-se responsável por aquilo que tem de fazer. Porquê? Porque é ela que diz o que tem de fazer e porque não fomos nós que ordenamos.

Se funciona sempre? Nem sempre, porque há momentos em que a criança/jovem não lhe apetece fazer aquilo que sabe que tem de fazer - ou está a pensar noutra coisa. Ainda assim, gostava de te lembrar que a Parentalidade Positiva não é manipulação e a cooperação por parte do teu filho tem muito a ver com o tipo de relação que estabelecem um com o outro.

Neste final de semana gostava de te desafiar a perguntar mais e a mandar menos. E a deixares, em resposta a este post quais são os resultados dessa experiência.




CERTIFICAÇÃO EM CRECHES E JARDINS DE INFÂNCIA EM EDUCAÇÃO POSITIVA

13.7.17


Temos um compromisso com as famílias e as instituições que se relacionam diretamente com as crianças.

Nos últimos anos temos trabalhado cada vez mais com escolas e sabemos de algumas que continuam a investir em formação, de forma muito séria e comprometida, nos seus colaboradores. Esse investimento é preciso ser reconhecido, validado e estimado. São boas práticas e são para se manter, ganhando-se assim a confiança dos pais e de todos.

Quero muito partilhar contigo o seguimento que o projeto 360º tem tido nos últimos meses.

Podes consultar tudo aqui. É com muito entusiasmo que nos lançamos nesta ideia que, mais não é que um grande reconhecimento de equipas extraordinárias. E muitas outras virão!

Estamos a desenhar o plano de formação para 2018 mas podes já consultar todas as informações que precisas e também pedir-nos mais infos via cursos@parentalidadepositiva.com


DIVÓRCIO E FÉRIAS - ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 3

13.7.17
Há cada vez mais divórcios em Portugal.  O Pordata apontava uma taxa de 70,4% em 2013, o que se revela ser um número enorme e uma realidade, em Portugal.

Felizmente, há cada vez mais divórcios a correrem bem - ou seja, com adultos a assumirem a sua parte de responsabilidade - nomeadamente quando há criança pelo meio. Ainda assim, aqui ficam 3 dicas para que o processo possa correr da melhor maneira. Há imensas outras sugestões que podemos dar mas se estas 3 estiverem asseguradas, tudo o resto flui.

E vê e partilha o vídeo!




1. O divórcio - ou uma separação - pode ser um momento angustiante para qualquer pessoa envolvida. Ainda mais para uma criança. Daí que seja fundamental que todas possam ser acompanhadas por um dos adultos [de preferência pelos dois] de forma a assegurar que os sentimentos são acolhidos e a segurança da vida mantida. E ter pais com paciência é fundamental. Mas estes pais também têm de tratar de si

2. Uma vez que a realidade passa a ser outra, é importante a nova forma de família que se constitui ganhe novas rotinas. São elas que dão a tal segurança que falei acima. Ir a casa de amigos ao fim-de-semana, encontrar um novo local para as férias grandes, cuidar de uma horta ou de uma animal ajudar a canalizar as emoções e a dar um novo ânimo aos dias.

3. Todos os especialistas estão de acordo: o divórcio pode não ser algo que as crianças desejem mas as boas notícias é que elas têm uma enorme capacidade em se adaptarem. Contudo, o que causa mais stress, mais sofrimento, tristeza e angústia são as discussões e os desentendimentos entre os pais. Seria muito interessante que cada vez mais casais se preparassem para a separação, tratassem de si e das suas mágoas e pudessem olhar sempre para o superior interesse da criança, sempre. Podemos e devemos continuar a ser família apesar do divórcio. Quem é que nos disse o contrário?

Comenta este post e deixa-nos as tuas dicas - de quem está a viver um divórcio ou cujos pais se divorciaram e tudo correu bem!!

Hashtags: 
#feriasmumstheboss
#criarboasmemorias
#mumstheboss
#parentalidadepositiva

Continua a ler mais dicas
#1
#2

Aproveita e preenche este documento também e diz-nos sobre o que é que gostarias de ler mais aqui no blogue! Pela tua felicidade e a de todos!






ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 2

12.7.17



Esta não é uma ideia original minha - li-a num jornal online mas é tão útil, prática que tenho mesmo de a partilhar aqui contigo.

Como é que um verniz nos ajuda a proteger os nossos filhos?
Então é assim. Da próxima vez que saíres com eles - para uma praia, um local cheio de gente - pega numa esferográfica e escreve o teu número de telefone no braço do teu filho. Ou na perna, ou nas costas ou mesmo na mão. E depois passa uma camada de verniz por cima e deixa secar. 

O que é que vai acontecer? O nr. vai ficar gravado e não vai sair facilmente. E é isso que queres. Caso ele se perca ou se esqueça, o teu contacto está lá!

Tens também as pulseira Estou Aqui, da PSP. E esta é uma solução igualmente boa. Nós temos as pulseiras. Mas também vamos usar esta técnica.

Continua por aí - regularmente vamos partilhando mais dicas - em direto e não só!

Mais, aqui! e Aqui!





Pela tua felicidade... e a de todos!

12.7.17


O Mum's the boss nasceu para partilhar contigo tudo aquilo que eu sabia e estudava sobre Parentalidade e Educação Positivas.

Há praticamente 7 anos que crescemos juntos.

E, por isso mesmo, está na hora de perceber um pouco melhor o que desejarias continuar a ler neste blogue e que outros temas te interessam. Gostava que me dissesses o que precisas, que me contasses como posso ajudar-te

Quero ir ao encontro daquilo que precisas. Só assim faz sentido. Para isso, clica neste link e ajuda-me a ir mais longe. Pela tua felicidade e pela de todos.

Muito obrigada!

Um grande beijinho e boas férias, se for o caso.

Magda

P.S. Esta informação é confidencial e podes ficar descansad@ que nunca será partilhada com ninguém!

Do contra. O que fazer? Parte 2

11.7.17




Quando escrevia o título para este post, dei por mim a fazer uma segundo leitura com a parte 'O que fazer?'. Será que alguns de nós viemos aqui para saber como dar a volta aos nossos filhos para eles fazerem aquilo que nós queremos?
Por vezes tenho a impressão que procuramos estratégias não para conseguirmos ganhar a cooperação dos nossos filhos mas antes para os manipularmos. Mas, porque a nossa intenção é sempre a melhor, vamos chamar a isto colaboração e não manipulação porque não nos passaria pela cabeça fazê-lo com os nossos filhos...
Mas, para obtermos a colaboração seja de quem for temos de trabalhar a relação. Mas isso dá trabalho. É um investimento enorme e convida-nos a fazer uma enorme gestão da nossa própria frustração. Porquê? Porque achamos que no dia em que decidimos usar todas estas técnicas, que os nossos filhos vão colaborar de imediato. Muitas vezes - na sua grande maioria - é mesmo isso que acaba por acontecer. Mas depois a criança tem um comportamento menos adequado e nós ficamos tristes, aborrecidos, ofendidos até.

Como é que tu podes fazer uma coisa dessas comigo? Eu que tenho investido tanto na nossa relação? 

E pronto. Atiramos com a parentalidade positiva pela janela e continuamos a usar as técnicas que conhecemos e com as quais estamos à vontade... dizendo, mais à frente que 'nada funciona com o meu filho, havia de o conhecer.'

Esperamos milagres com um investimento de 2 ou 3 dias. Ou mesmo de 15 dias. Que tudo mude. Mas não é assim. É um investimento e isso leva o seu tempo.

Então, quando tens uma criança com um comportamento de oposição - que é sempre do contra - e que te desafia e te diz 'não quero saber!', 'não faço', 'quero lá saber', começa por ti e a ver se não lhe andas a dar demasiadas ordens. Não tens só de começar a tratá-lo como uma pessoa que é. Para que ele coopere contigo, precisa de se sentir envolvido, tido e achado. Precisas de descobrir quem ele é, do que realmente gosta e de que forma podes usar o potencial dele naquilo em que ele já é bom!
Infelizmente, alguns de nós não conhecemos o potencial dos nossos filhos. O que realmente gostam e no que é que são bons ou precisam de melhorar.

Damos demasiadas ordens sem saber por onde 'puxar'.  E o que é que acontece? Acontece o que naturalmente acontece com todos os seres humanos cuja voz não é escutada. Passam a gritar da forma que conseguem para serem ouvidos. Se não me ouves, se não me dás valor e apenas ordens, então eu não quero saber. Não faço o que queres, não quero o que queres porque se não me dás valor, eu passo a rejeitar tudo o que possas querer de mim.

É isto. De forma resumida e clara. E agora? Vais continuar ou vais passar a envolvê-lo?

O que te deves perguntar:
Como posso envolver o meu filho?
Quando é que eu me sinto envolvida? Entusiasmada até?
Será que o meu filho sente de forma igual ou tem outro tipo de registo? Que registo é este?

P.S. Se queres aprender mais sobre este tipo de comportamentos, inscreve-te na nossa Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas.

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